Category Archives: Sociedade

Size does matter

Nunca percebi a eterna discussão prefiro o rabo, não não, eu cá gosto é de mamas, ass guy vs tits guy…

Pernas! Para quê ter 20 centímetros quando se pode ter 1 metro e 10?

Gonçalo Fortes

both

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Centopeia

Verão Verão, tantas pernas tinhas…

 

Gonçalo Fortes

 

 

 


Linha mortal 103

Agora que se sabe que o Manuel de Oliveira melhorou e quer voltar às filmagens, corre o rumor que o filme escolhido é a sequela do Flatliners.

 

Gonçalo Fortes


A pira de sutiãs

Nasceu nos sessentas e foi literalmente marcada pelo seu femíneo significado. Colo nos braços de sua mãe, passaram por um grupo de mulheres que protestava em torno de uma fogueira: Não somos objectos de sexo, gritavam umas, Não nos transformem em eunucos, clamavam outras.  Não se percebia bem o que queriam. Mas também, quem é que percebe?

Quando a mãe se aproximou demasiado, estalou de supetão uma faísca da fogueira. Um bocado de plástico derretido, uma presilha de roupa que atingiu Maria mesmo em cheio na testa, queimando uma cicatriz. Uma cicatriz ardente em forma de teta, que a fez chorar nesse momento e em muitos anos vindouros. Todos lhe chamavam Maria Farfalha, A Rapariga Que Sobreviveu.

Sentia-se feia e infeliz. As raparigas que a rodeavam eram bonitas e desejadas. Mas ela não. E nesses momentos, o ardor da cicatriz voltava. Com a dor e a angústia, baixava a cabeça, formando um triângulo mamário que afectava os homens em redor. Largavam tudo e corriam para ela, queriam possuí-la. Mas Maria pensava que a gozavam e fugia, sem perceber o seu papel de líder nessa revolução. Soube-o por acidente, alguns anos mais tarde. A televisão estava ligada e passava um filme de acção no qual uma mulher oferecia o seu peito a um homem, sendo rejeitada por este. Maria reconheceu-se naquele peito incomum, e assim começou o seu desafio total: livrar as mulheres do jugo d’Aquele Cujo Pénis Está Sempre Levantado!

Decidiu romper com todas as convenções de beleza feminal. Honrando a alcunha que sempre lhe deram, deixou de se depilar. Camisas aos quadrados, cabelo rapado, calças de ganga largas e botas de lenhador, saía à rua com a intenção de rebaixar egos masculinos. Assim que via um homem, assumia a sua posição de poder e fornicava com ele até à exaustão. Às vezes não dava muito jeito, porque a magia só funcionava com o queixo encostado ao pescoço. Mas assim que terminavam, libertava-o do transe, forçava-o a olhar para as suas axilas e a aperceber-se do que tinha acabado de acontecer. Com esta acção perversa, quebrou as vontades libidinosas dos homens, liderando a comunidade feminil para a sua libertação.

Mas se existe uma verdade universal é a de que os homens não conseguem manter a pilinha dentro das calcinhas durante muito tempo. E a vingança começou a ser planeada…

Envolvendo um cego, um gay e tiras depilatórias, emboscaram e capturaram Maria. Sendo o trauma mais marcado a visão da pilosidade, deram uso às tiras, julgando que isso iria deixar Maria incapaz. Mas estavam enganados e apenas a enfureceram mais, não houve epidídimo que não secasse nos meses seguintes. E foi numa dessas noites que o segredo foi descoberto. Por cansaço, o queixo de Maria deixou de tocar o pescoço por um segundo e a vítima reparou no brilho que saltava da cicatriz.

Com esta informação em sua posse, a segunda tentativa dos homens envolveu um disfuncional eréctil e um cirurgião plástico, que capturaram Maria e removeram a cicatriz da sua testa, quebrando o triângulo das elevações peitorais. Mas tal como as guerreiras Amazonas cortavam a teta esquerda para serem mais hábeis com as armas, também Maria estava destinada à glória. Destinada a consolidar o domínio feminino neste planeta.

E foi nesse momento que percebeu que o poder provinha de um outro triângulo. O triângulo do poder absoluto. Fica uns palmos mais abaixo do anterior. Avada Kedavra!

 

Gonçalo Fortes

 


E lá no fundo, a esperança

Desconfio sempre de uma mulher com uma grande mala a tiracolo. Sinto que existe uma relação entre o tamanho da mala e a bagagem emocional. E a não ser que seja uma versão moderna do Sport Billy, substituindo as raquetes e bolas de futebol por psicopatologias e traumas emocionais, o tamanho, aqui, interessa. Curiosamente, para aquilo que ocupa espaço físico, os objectos pessoais, esta regra é ignorada. Onde quer que se esteja, seja o que for que se precise, a mala tem. Malão ou pochette, conseguem empanturrá-la com tudo e mais umas botas. Literal, às vezes! Mas anda tudo lá dentro aos trambolhões promíscuos, e o emocional e o material começam a criar ligações covalentes. A mala e o seu conteúdo começam a definir a mulher, são uma extensão dela própria. Por exemplo:

Batom Caderno Espelho Lenços Botas
A rapariga insegura  Será que estou bonita?  Não tenho nada para escrever, não sou interessante.  Porque é que nasci tão feia?  Só me apetece chorar… Aposto que não me servem.
A rapariga ambientalista  Será que foi testado em animais?  Só uso papel reciclado.  Ainda provoco um incêndio!  Lenço ranhoso: papelão ou lixo orgânico? Não uso pele de animais!
A rapariga católica  Deus me livre de usar essas coisas. A única coisa que leio é a Bíblia.  A minha alma é imortal e pertence ao Senhor. Isto é só um reflexo desfocado.  Santinho!  Que se lixe o Alcorão! São tão giras, meu Deus, que até invoquei o nome do Senhor em vão.
A rapariga feminista Não preciso dessas merdas para me sentir mulher.  É demasiado pequeno, não dá para fazer cartazes de manifestações.  Que se foda esse conceito fascista da beleza! Todas as mulheres são bonitas. Todas, ouviste?  Achas que só por ser mulher tenho de andar sempre a chorar, é?  Já disse que não preciso dessas merdas para me sentir mulher!
A rapariga obsessiva-compulsiva Será que pintei bem os lábios? Será? Será? Eu não tenho CDO eu não tenho CDO eu não tenho CDO. E CDO é OCD, mas  por ordem alfabética. Não. Não pintei bem. Está esborratado! Vou pintar tudo outra vez. Ficou mal! Vou limpar. E limpar. E limpar. E vou pintar outra vez!  Aquilo é uma mancha?
A rapariga narcisista  Fogo, sou mesmo gira! Caraças, sou mesmo gira! Uau! Gira, gira, gira! Caramba! Sou tão gira! Fogo! Caraças! Uau! Caramba! Sou cá uma gira!

Antes que isto comece a parecer um livro do Stieg Larsson ou que me acusem de machismo, afianço desde já que também não penso boas coisas de homens que usam mala. Um homem tem de ter mobilidade. Tem de estar livre para agarrar numa mulher de uma forma que a faça sentir-se mulher. Com uma mão apenas, a outra serve para lhe atirar a mala o mais longe possível.

São como que pequenas Caixas de Pandora. Só que, ao contrário da original, no fundo destas não resta a esperança. Só uns OB ou Tampax…

 

Gonçalo Fortes

 


Bola de Dragón Zeta

Afinal a teoria do “Z” falhou e o Rajoy é que reuniu as 7 bolas mágicas. Mas apenas um desejo não lhe vai chegar para a empreitada que é Espanha. Não sendo necessária a fuuuuuuusão, adivinha-se um trabalho de Super Saiyan Grau 4.

Gonçalo Fortes


É atómico, pá!

Diz-se por aí do que escrevo aqui que não devia tratar certos assuntos sérios como trato e misturar coisas como política e sexo, religião e sexo, chantily e sexo… Ao que eu pergunto: mas qual mistura?

E já agora, se a Benetton pode, eu também posso: http://goo.gl/TP0e4

Gonçalo Fortes